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Divindade da terra cultivada e do trigo foi a quarta esposa de Zeus. Desta união nasceu sua filha, Perséfone,que foi raptada por Hades e, por intermédio de Deméter, conseguia alternar tempos na escuridão com tempos sob o sol (quando então Deméter patrocinava a primavera). A vivência da morte no mito é a base projetada na transformação da semente. Deméter e sua filha foram veneradas por mais de duzentos anos através dos Mistérios de Elêusis.

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Segunda-feira, Julho 30, 2007

Que venham as mudanças

Ontem, em especial, eu sabia que estava sendo movida por energias que não controlava, percebia que algo aconteceria, senti o coração apertado, chorei muito, mas terminei o dia (ou a noite) sabendo o que me espera. Vivo um período de uma grande iniciação, o que significa na prática que estamos saindo de uma mansão da alma para outra. Durante muito tempo pedi ao Cosmos que não me deixasse só, por algum tempo cheguei a pensar que tinha encontrado a minha alma gêmea, alguém que me acompanharia não apenas nas atividades terrenas, mas também pelo estreito caminho do misticismo. Creio que me enganei quanto a isto.
O momento é meu e por pouco não falhei no templo do silêncio. O que há de vir, não tem a intenção de magoar, ou de revidar, ou de provar coisa alguma. É uma questão que preciso resolver comigo e só a mim diz respeito. Preparo-me para mudanças e isto pode incluir mudança de cidade também. Nada para agora, mas provavelmente para os primeiros meses do próximo ano.
As respostas que buscava chegaram-me no início da noite com uma visita que não esperava...

Domingo, Julho 15, 2007


Samba em prelúdio
Baden Powell e Vinícius de Moraes

Eu sem você não tenho porquê
Porque sem você não sei nem chorar
Sou chama sem luz, jardim sem luar
Luar sem amor, amor sem se dar

Em sem você sou só desamor
Um barco sem mar, um campo sem flor
Tristeza que vai, tristeza que vem
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

Ah, que saudade
Que vontade de ver renascer nossa vida
Volta, querida
Os meus braços precisam dos teus
Teus braços precisam dos meus

Estou tão sozinho
Tenho os olhos cansados de olhar para o além
Vem ver a vida
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

Quarta-feira, Julho 11, 2007


Quase fui lhe procurar
(Getúlio Cortes)

Eu pensei em lhe falar
Quase fui lhe procurar
Mas evitei, e aqui fiquei
Sofrendo tanto a esperar

Que um dia você por fim
Talvez voltasse para mim
Mas me enganei, então eu vi
O longo tempo que perdi

E agora, eu não sei mais por que
Não consigo lhe esquecer
Eu quero lhe pedir para deixar
Pelo menos, lhe encontrar pra dizer

Que errei
Mas se você me aceitar
Vou prometer
Recomeçar um grande amor
Que por tão pouco acabou, que por tão pouco acabou

Domingo, Julho 01, 2007

O que fiz da minha vida?

Este domingo parecia que não terminaria nunca. Encerro-o com três músicas: Maninha (Chico/Miúcha) que me remete a um tempo difícil. Eu sofria, não encontrava coragem para me separar. Recebi em casa, então, uma fita gravada de uma reunião da família e que, para variar, eu não havia participado. Uma era do Tim Maia, cantada por uma prima Me Dê Motivos, e a outra era cantada por meu irmão – Maninha - É assim que meu irmão me chama até hoje e nos dias que se sucederam estas duas me acompanhavam dia e noite. Eu sabia que precisava tomar uma decisão...
Hoje tentei várias vezes ouvir As rosas não falam (Cartola), fala de esperança..., mas a música que me acompanhou o dia todo foi E por falar em saudade... (Vinícius). Consigo agora, no final da noite ouvir as músicas que me acompanharam durante o dia e mais uma vez encerro minha audição com Todo Sentimento (Chico).
Porque escrevo isto? Releio alguns dos meus escritos e percebo como a minha vida pode ser escrita pelas letras das músicas, algumas vezes pelas melodias, e muitas vezes pelos acordes dissonantes. Hoje eu chorei o dia todo e vou dormir chorando e com o pior sentimento do mundo. Não sei onde está minha vida... perdi o direito até de usar o MEU computador na hora que quero...